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Perspectivas das startups brasileiras e inovações para 2022

Ainda que a pandemia do COVID-19 persista, é inegável que a transformação digital e os negócios com possibilidade de home office vieram, como consequência deste cenário, para ficar.

Em 2021, os segmentos da educação, saúde e bem-estar, finanças, agronegócio e e-commerce/marketplace lideraram o top 5 das startups que mais se destacaram no cenário brasileiro. Em 2022, pelo que se observa, não será tão diferente no que se refere aos segmentos e estas startups continuarão liderando o ranking.

Segundo um levantamento do DataHub, somente na última década, foram registrados 175,4 mil novos negócios em todo o Brasil. Nesta mensuração, os números da região Sudeste correspondem a 60,9% do total. Aliás, desde 2011 a região brasileira que mais abriu empresas e startups de tecnologia foi a Sudeste.

Mas afinal, o que esperar das startups e inovações em 2022?

Investimentos
A estimativa é de que, investidores e executivos de grandes empresas continuem investindo nas startups brasileiras, mas estarão mais criteriosos e realizando avaliações mais estratégicas dos modelos de negócios. A previsão é de que, principalmente, o setor de tecnologia receberá muitos investimentos em 2022.

Mercado de Venture Capital

Segundo o Jornal Estadão, em 2022 o mercado de Venture Capital seguirá batendo recordes. O ecossistema das startups tem atuado como impulsionador das tecnologias e da transformação digital, sendo de grande importância para a vida humana e para os mercados. 

Em 2021 os segmentos com mais demandas foram as Fintechs, Real State, Retailtech, EdTech e Mobilidade. A expectativa é que em 2022, além do crescimento desses setores, “novos unicórnios” despontem e os investimentos em tecnologias cresçam consideravelmente.

Economia

Quando falamos de economia, nível Brasil, as expectativas são de melhoria das condições dos investimentos. Na visão do todo, o desafio de impulsionar o crescimento do país continua seguindo seu fluxo, através da busca por medidas eficazes e significativas que positivem o plano fiscal e atuem na redução da inflação. “O mercado tem se mostrado bastante promissor e interessante”, é a percepção do CEO da Agência Evolue.me e líder do Ecossistema de Startups Santa Helena Valley, Roni Silva. 

Política

2022 é ano de eleições presidenciais no Brasil e isso traz um panorama novo no que se refere aos investimentos, incerteza acerca deles e, possivelmente, imprevisibilidade para as startups. Roni Silva, da comunidade Santa Helena Valley, relata: “Neste momento, não é possível criar expectativas de que o governo irá colaborar em algum sentido com as startups. O poder público e privado estiveram pouco conectados em 2021, ainda que tenha existido maior entendimento entre as partes.”

Inovações

É preciso atentar-se às tendências em inovações emergentes e saber transformá-las em potenciais oportunidades de negócios. Aqueles que estiverem antenados e preparados irão se sobressair em 2022. Muitas novidades estão despontando por aí e os apaixonados por inovação já estão ávidos em busca de lançamentos inovadores de sucesso. Hoje, no ecossistema das startups há forte tendência da expansão de tecnologias ágeis ou facilmente remotas, além do mercado das experiências, afirma Roni Silva. O ano de 2022 chegou com tudo e promete muito para o universo da inovação e startups!

5G e Metaverso são destaque entre as inovações

Ao que tudo indica, a tecnologia 5G e o metaverso irão dominar o universo das inovações em 2022. Segundo a revista Valor Econômico, mundo real e virtual irão se fundir e essa tendência irá se fortalecer, além de atrair investimentos de marcas consideravelmente importantes no Brasil e no mundo. Os analistas do Goldman Sachs estimam que até US$1,35 trilhão será investido no desenvolvimento das tecnologias acerca do metaverso nos próximos anos.

Há alguns anos o metaverso é planejado por algumas empresas, mas com a entrada da Meta de Mark Zukerberg nesse mercado, a popularidade aumentou bastante. Até mesmo as criptomoedas estão super em alta com a ascensão do tema. Bastante especulado após o anúncio de Mark Zuckerberg, em outubro de 2021, o metaverso é a tecnologia aprimorada da realidade aumentada que se dá através do uso de óculos de realidade virtual. Ao adentrar o metaverso, os indivíduos têm acesso a vários mundos ou sítios virtuais.

Terrenos virtuais já estão sendo vendidos a empresas e, principalmente, startups de diversos segmentos a valores bem salgados, diga-se de passagem. Então, se você pretende ter seu próprio terreno virtual, já pode ir juntando uma boa grana para adquirir o seu. A empresa Tokens.com, por exemplo, adquiriu no mês de novembro de 2021, um terreno virtual no metaverso da Decentraland avaliado em US$2,4 milhões, cerca de R$13,4 milhões.

O que se especula é que será possível realizar praticamente todas as atividades cotidianas dentro do metaverso: passear, realizar operações de negócios, interagir com avatares de outros usuários, jogar, comprar, vender, entre outras. Uma das grandes apostas vem da indústria de games, tendo em vista que as pessoas poderão se fazer presentes dentro dos jogos e estar cada vez mais próximos da realidade no mundo virtual. Por isso, os investimentos têm sido intensos nesse sentido.

5G e metaverso, ao que parece, caminham lado a lado, visto que a tecnologia metaverso está condicionada a uma internet de alta qualidade, velocidade e cobertura mais ampla, características as quais o 5G promete garantir. A vida humana tende a ser cada vez mais digital e novos universos tendem a surgir. Os novos negócios, aproveitando esta oportunidade de alta latência e com a eminência do 5G, passarão a ser comercialmente mais viáveis e rentáveis. A cobertura do 4G no Brasil ainda é bastante falha e de baixo alcance, por isso, há preocupação sobre a implantação do 5G de forma igualitária e eficaz.

Energias renováveis

O tema ESG, sigla em inglês que em português significa ambiental, social e governança, obteve ainda mais relevância nas últimas décadas e elevou a conscientização aos consumidores sobre a sustentabilidade e o uso de produtos com menor impacto ambiental e social. Em 2022 não será diferente, esse cuidado deve aumentar, tal como os investimentos nesse setor. De acordo com a Climate Bonds Iniciative, só em 2021 os fundos verdes chegaram a US$400 bilhões em todo o mundo, quase o dobro de 2020 (US$270 bilhões). Os tais fundos verdes estão mesmo em alta e essa tendência deve prevalecer em 2022, visto que as grandes corporações e as PME’s vislumbraram oportunidades para atuar de forma a minimizar a crise climática.

Inovação aberta

Segundo especialistas no assunto, 2021 foi o grande ano para a inovação aberta, com diversas rodadas de investimento nos modelos investidor-anjo, seed, venture capital, venture building, incubadoras, dentre outros, nos quais diversas startups conseguiram investimentos para movimentações em seu modelo de negócio. Para 2022, as expectativas são as melhores possíveis! Segundo a Revista Época Negócios, estima-se que este ano o cenário da inovação aberta continue crescendo e que as novas tecnologias conquistem ainda mais espaço. As grandes apostas em 2022 são os avanços do metaverso, as possibilidades a partir do 5G e as energias renováveis. 

Segmentos de startups como tendência em 2022

Além das fintechs, healthtechs, inovação em logística, volta do trabalho presencial ou híbrido, varejo on-line e comida vegetal, que estiveram em alta em 2021 e são promissoras para 2022, a ONG de inovação Wylinka elencou outras tendências para o cenário deste ano. Confira:

 

  •  O boom do varejo online e seu ecossistema de serviços, como produtos financeiros para facilitar a aquisição de produtos, soluções logísticas para melhorar a entrega e tecnologias de gestão da informação envolvendo ofertas e clientes;
  •  No-code, a habilidade de construir certas coisas sem saber programar. São exemplos disso o Webflow (criação de sites) e Bubble (criação de aplicações). Até mesmo a Amazon lançou uma plataforma no-code para criação de apps;
  •  Comidas baseadas em plantas, como a brasileira N.Ovo, uma startup de ovos plant-based surgida em 2017;
  •  Personalização da educação, com diversos produtos de ensino digital para diferentes nichos e públicos;
  •  Infraestrutura para trabalho híbrido, que tragam soluções mais saudáveis e eficazes para a comunicação e trabalho fora dos escritórios;
  •  Tudo como serviço, ou seja, terceirização e assinatura de coisas que antes comprávamos ou alugávamos por longo tempo, como casas, carros, móveis e outras coisas.

 

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