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Os avanços no ecossistema brasileiro de startups em 2021

O ecossistema das startups vêm ganhando cada vez mais espaço e solidez, principalmente no Brasil. Nosso país é um verdadeiro paraíso quando falamos de inovação e insights de negócios.  A partir de cenários em constante evolução, por aqui, o que as startups estrangeiras e locais encontram é um público diversificado, com múltiplos nichos e divergentes exigências, além de um mercado sedento pelo novo, pela inovação. Diante desse contexto, ações e estratégias de marketing e vendas aderidas nos últimos anos e, visando à sobrevivência dos negócios, tornaram-se ainda mais importantes.

A pandemia e as startups

Antes da pandemia COVID-19, até abril de 2020, as lojas on-line, por exemplo, já se mostravam uma alternativa em potencial alcance para o pequeno e grande empresário. De lá para cá, o atendimento ao cliente se ressignificou e ganhou ainda mais importância, com o crescimento do tráfego através do comércio on-line. Sem enxergar o público fisicamente, as marcas precisaram se delinear melhor no que diz respeito ao entendimento do perfil do consumidor e nos atendimentos personalizados, através de estruturas de negócio que correspondam às expectativas do cliente.

O comportamento do cliente foi modificado a partir da pandemia e impactou fortemente o panorama econômico, também das startups. Com a mudança na forma de consumir, migrando mais para o on-line, a dinâmica do mercado de diversos nichos foi bastante influenciada. Nesse patamar, as ações de marketing e vendas foram reconfiguradas, se adaptando para se adequarem ao “novo consumidor” e às novas estratégias de venda e comunicação com seu cliente final.

Modelo “Direct to Consumer” (D2C)

Nunca se falou tanto em D2C como nos últimos meses. Esse modelo de negócio é um novo conceito de vendas e tem gerado resultados bastante positivos. O modelo D2C é formado por negócios e transações realizadas de forma direta entre indústria, franqueados, importadores, distribuidores e consumidor final. Esse formato ganhou forças a partir do e-commerce de um tempo para cá e trouxe facilidade na relação direta com o cliente no ambiente on-line, dispensando a necessidade de investir em uma loja física. Assim, a logística do modelo de negócio se dá sem intermediários e a mensuração de dados, hábitos e anseios do consumidor final, levantados a partir das ferramentas oferecidas pela venda on-line, além da construção valiosa de uma persona são um poderoso diferencial para validar uma melhor experiência de compra do cliente.

O modelo D2C já é bastante utilizado nas grandes empresas como Grupo Unilever, Nestlé, Nike, dentre outras que dominam muito bem as estratégias do mundo dos negócios digitais e desejam crescer ainda mais. Pesquisas revelam que 87% das indústrias têm considerado o D2C bastante relevante tanto para o produto quanto para os consumidores. Dentro desse cenário, 47% delas estão utilizando esse modelo para aumentar seus lucros e fortalecer sua marca.

O mercado das startups em 2021

O mapeamento do ecossistema brasileiro de startups realizado pela ABSTARTUPS (Associação Brasileira de Startups) e a empresa Delloite, mostraram resultados bastante animadores no cenário das startups brasileiras. Considerando uma base de mais de 13.700 mil startups cadastradas no Startupbase, dentro da ABSTARTUPS foram levantados dados e respostas ativas com uma amostragem de 2.500 startups de todo o país.


Fonte: ABStartup

No que se refere à distribuição geográfica, foram avaliadas 94 comunidades e as regiões que mais desenvolveram comunidades de startups em 2021 foram a região sudeste e sul, seguidas do nordeste, norte e por último a região centro-oeste. Confira o top 10 dos estados: 1º São Paulo (SP), 2º Santa Catarina (SC), 3º Minas Gerais (MG), 4º Rio Grande do Sul (RS), 5º Rio de Janeiro (RJ), 6º Paraná (PR), 7º Bahia (BA), 8º Ceará (CE), 9º Espírito Santo (ES), 10º Distrito Federal (DF).

Fonte: ABStartup

Quanto ao gênero dos fundadores, a pesquisa revelou que 78,9% foram homens, 10% mulheres, 5,6% mais de um fundador e maioria masculina. 4,4% possuem mais de um fundador e a proporção de gêneros é igual e 1,1% tem mais de um fundador e a maioria é feminina.

Quanto à idade observou-se que 27,8%, a maioria dos fundadores de startups em 2021 estão entre 31 e 35 anos, sendo que 38,2% possuem especialização (Pós-graduação, MBA) e 32,8% possuem ensino superior (graduação ou tecnólogo).

Outra importante observação é sobre a fundação: 21,6% das startups do estudo possuem menos de 1 ano de fundação, 19,7% possuem 2 anos e 13,7% possuem menos de 1 ano de existência.

64,8% das startups afirmaram ter recebido investimento e 35,2% informaram que não receberam nenhum investimento. Destes, a grande maioria, 41,4% recebeu do investidor-anjo, 21,8% do SEED e 20% de programas de aceleração, dentre outros. Enquanto isso, o tamanho da equipe em 51,3% das startups possui de 1 a 5 colaboradores, em 22,1% possui entre 6 e 10 e 13,1% possui de 11 a 20 colaboradores. Nessa soma, apenas 0,1% possui mais de 500.

Um dado interessante na amostragem é que 82,2% das startups possuem negócios no exterior e a grande maioria, 49,5% tem seu público-alvo voltado para empresas (B2B), 36,1% para empresas e consumidor final (B2B2C). Sobre a perspectiva de faturamento, a maioria, 27,1% não possuem faturamento, 11,4% faturam abaixo de R$10 mil, 7% fatura entre R$10 mil e R$30 mil.

Top 10 segmentos de startups em 2021, promissores também para 2022:

Fonte: ABStartup

1º Educação (Edtech); 2º Saúde e bem-estar (Healthtech e life Science); 3º Finanças (Fintechs); 4º Agronegócio (Agtechs); 5º E-commerce/ marketplace; 6ºDesenvolvimento de software; 7º Recursos humanos e recrutamento; 8º Comunicação e marketing; 9º Construção civil (Construtech); 10º Gestão.

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Fonte: “MAPEAMENTO DO ECOSSISTEMA BRASILEIRO DE STARTUPS”

ABSTARTUPS (Associação Brasileira de Startups) / Delloite